26 maio 2016

A solução agora é ALUGAR O BRASIL, vender seria muito melhor.


Como cantava o inesquecível Raul Seixas "A solução agora é alugar o Brasil", em uma de suas canções de composição e interpretação única.

O jornal britânico “Financial Times”, que tem sido um dos mais críticos em relação aos caminhos da economia brasileira mesmo antes da reeleição da presidente Dilma Rousseff, chamou o sistema político do Brasil de “podre” em editorial publicado no dia 13.
Sob o título “O terrível declínio econômico do Brasil”, o texto aponta para a “bagunça” da economia e a “desordem” das finanças do governo para dizer que a situação no país é “cada vez mais instável” e que o governo não consegue responder à crise econômica. O jornal diz ainda que as coisas “podem piorar ainda mais” se outras agências de classificação seguirem os passos da Standard & Poor’s – que tirou, do país, o status de bom pagador – dizendo que “investidores estrangeiros poderão ser forçados a deixar o país”.
Em editorial publicado em julho, o mesmo jornal comparou a situação do Brasil a um “filme de terror sem fim”. No mês passado, reportagem disse que o país passou de “um dos motores da economia global” para o “homem doente” dos mercados emergentes.
Dessa vez o “Financial Times” disse que os problemas econômicos do Brasil “ironicamente” não foram a causa do rebaixamento do país, mas sim a crise política.

Dilma Rousseff “é a presidente mais impopular da história do país, o que torna impossível para ela responder apropriadamente às turbulências econômicas…em especial com um Congresso mais preocupado em salvar a própria pele (das investigações da Operação Lava Jato)”.
“O sistema político do Brasil é conhecido por ser podre. Agora, ele também não funciona”.
O editorial abre com uma avaliação feita por um senador petista não identificado: “Se o Brasil fosse um paciente em um hospital, médicos da UTI o diagnosticariam como ‘terminal’. Os rins já eram, e o coração parará em breve”.
O jornal diz que o país enfrenta “a pior recessão desde a Grande Depressão (dos anos 20)”, prevendo contração de 3% neste ano e 2% no próximo.
Mesmo falando em “paciente terminal”, o “Financial Times” não aponta quais seriam as soluções para a crise. Muito pelo contrário, o jornal parece colocar o Brasil em um mar de pessimismo: uma eventual saída de Dilma do cargo, seja por impeachment ou renúncia, seria como “um político medíocre sendo substituído por outro”, citando os possíveis substitutos – o vice, Michel Temer, ou os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, ambos investigados por corrupção.
“É uma situação cada vez mais instável. Todos concordam que não pode se prolongar, mas não há um caminho claro de saída”.

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