18 maio 2016

Familia Marinho quer privatização de tudo que for possível.



Depois de engolir verba destinada às encostas na prevenção das enchentes, a Família Marinho agora quer privatização total.

A Família Marinho principal agente da mídia na desestabilização do governo da presidente Dilma Rousseff, lançou uma ofensiva neste fim de semana para respaldar o discurso do presidente interino de "privatizar tudo o que for possível".
Reportagem deste domingo, 15, do jornal O Globo revela que o jornal dirigido por João Roberto Marinho encomendou à consultoria GO Associados um levantamento sobre o que o governo federal poderia entregar ao controle da iniciativa privada, incluindo toda as empresas estatais.
De acordo com levantamento, considerando apenas um grupo de oito empresas, Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, Caixa, Correios, Infraero, IRB e Banco da Amazônia, o potencial de arrecadação chega a R$ 127,8 bilhões. O valor considera a venda da participação total da União nessas companhias.
Uma pechincha comparada à venda da companhia Vale do Rio Doce, avaliada em R$ 92 bilhões, foi vendida por pouco mais de R$ 3 bilhões no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Ainda de acordo com a GO Associados, só a BNDES Participações tem ações em 116 empresas de vários setores, avaliadas em R$ 44,5 bilhões. A ideia é que a União se desfaça, em uma segunda etapa, de participações em empresas de setores que não são estratégicos.
Para Gesner de Oliveira, sócio da GO Associados, a venda de ativos deve ser um componente do ajuste fiscal e uma alternativa à elevação de impostos, que sacrifica toda a economia. "Daí a necessidade de ampliar o leque de ações para promover o ajuste fiscal. Uma das opções é a venda de ativos que pertencem à União, visando ao abatimento da dívida e à consequente redução das despesas com juros", disse Oliveira.
O plano de inicial de Michel Temer envolve empresas como Infraero e Correios. Além da venda de ativos, Temer criou uma secretaria, ocupada por Moreira Franco, que vai desenvolver o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), com foco nas concessões, privatizações e Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor de infraestrutura.
Se depender da Globo, a participação do estado brasileiro no mercado será praticamente zero.

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