14 janeiro 2017

Descoberta nova: Como desativar o instinto assassino em roedores.


Publicado na Revista CELL, segundo o resultado de pesquisas de um grupo de Neurobiólogos, da Universidade de Yale em New Heaven, Connecticut (EE. UU.).
É possível que a amígdala seja um interruptor de "liga-desliga" do instinto (brutal)- (predador)- (raiva). Imagina-se que a amígdala seja o local onde baseia-se a partida emoção entre a RAIVA e o MEDO, podendo controlar um instinto de cassa nos roedores.

Para ativar a amígdala central em camundongos, os pesquisadores usaram uma técnica chamada optogenética que permite detectar e ativar certos neurônios; por isso, eles usaram uma fibra óptica minúscula para acender um laser azul na amígdala cerebral. Isto levou a roedores a forçar a mandíbula e os músculos do pescoço, um comportamento que não foi repetido quando investigadores estimularam outras partes do cérebro.

Quando o laser estava ligado, os roedores caçavam quase tudo que estava em seu caminho, desde guloseimas comestíveis, como grilos, até objetos não comestíveis como tampas de garrafa. Observou-se a mesma atividade quando ativaram a amígdala central com quimiogenética, uma técnica similar que estimula os neurônios com molécula ao invés de luz.

O comportamento de caça repetiu, inclusive quando não havia o que caçar, os ratos posicionavam sua mãos como se estivessem segurando comida e moviam a mandíbula como se mastigassem. A experiência foi repetida, para comprovar que os ratos não estavam com fome, O Resultado foi o mesmo.

Portanto, os experimentos estavam desencadeando o instinto predador e não a fome ou outro motivo. Em nenhum momento os ratos se atacavam uns aos outros. O que se resume que este instinto se sintetiza na necessidade de se alimentar. Os cientistas também conseguiram incapacitar aos roedores para o ataque mortal, mesmo que o roedor tivesse vontade, enquanto segurava um inseto em suas mãos.

"Isto é importante já que o instinto predador é um comportamento muito complexo. Não só fisiológico, é a vontade de caçar, morder e comer. Estas são sequências motoras que requerem uma grande quantidade de informações, por isso, é notável que você pode obter este comportamento com esse tipo de atitude brutal ", diz Kay Tye, neurocientista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge, e co-autor do estudo.

O trabalho mostrou que essa região do cérebro está envolvida na complexa, mas "Pesquisas futuras precisam descobrir os circuitos neurais precisos, envolvidos na caça, a amígdala central foi associada à fuga e ao vôo. Mas isso é completamente diferente, porque um animal que caça está procurando algo como uma recompensa, enquanto uma criatura em forma de fuga ou vôo, está evitando ativar alguma coisa", diz Tye.

Tomara que dê certo em humanos, assim teremos uma nova geração em total paz uns para com os outros.